Luís Gustavo de OliveiraOdioso poema de amor
Fernando L.S. Martins
Eu amei somente uma vez
Quando não existia ontem
E o amanhã era um número nulo
Amei quando chovia nossos corpos
E todo o mundo era lágrima
Da alegria a tristeza
Nosso abraço de outono
Que não pulou estações
Não planejou reencontro
Nosso carpem diem
E minha vida foi um sorriso teu
Tão somente meu
Que não importava o vento cálido
A nuvem escura
Era um afago no peito
Tao feito de alma
Suavemente perfeito
Eram dois corpos num
Laço de braços
Eu amei somente uma vez
E quando a noite apareceu
Cobrindo o céu escuro
Fez tremer meu medo
Já não era mais hoje
E tão pouco se podia o ontem
O amanhã era agora
E o que outrora sentia
Fez fino a ponta do tinteiro
Tão certo do erro
Certo de que foi-se o amor verdadeiro
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